Hospital Adventista Pênfigo avança na implantação do transplante renal em Mato Grosso do Sul

Hospital iniciou ambulatório pré-transplante, atende pacientes dialíticos desde março e aguarda contratualização para começar as cirurgias.

Por Adventist Health
24 de março de 2026

Por Rebeca Silvestrin 

Hospital Adventista Pênfigo avança na estruturação do serviço de transplante renal em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação)

O Mato Grosso do Sul tem hoje aproximadamente 240 pacientes na fila de espera por um transplante renal. Diante dessa demanda, o Hospital Adventista Pênfigo (HAP) avança na consolidação do seu Centro de Transplantes e se prepara para ampliar a oferta desse tipo de procedimento no Estado.

Habilitado pelo Ministério da Saúde em 2025 para a realização de transplante renal, o hospital iniciou, em março de 2026, o atendimento de pacientes dialíticos no ambulatório pré-transplante — etapa fundamental que antecede o procedimento cirúrgico. A instituição agora aguarda a contratualização com o poder público para dar início efetivo às cirurgias.

O HAP já é referência estadual em transplante hepático e, atualmente, é a única instituição que realiza esse tipo de procedimento em Mato Grosso do Sul. Em pouco mais de um ano de atuação, o hospital contabiliza 74 transplantes de fígado realizados, contribuindo diretamente para a redução da fila de espera no Estado.

Com a implantação do transplante renal, a expectativa é ampliar esse impacto positivo. A direção do hospital considera o avanço um marco estratégico. “A consolidação do Centro de Transplantes representa o fortalecimento da nossa capacidade assistencial e o compromisso com a ampliação de serviços de alta complexidade, garantindo mais qualidade e humanização no atendimento aos pacientes”, destaca a direção da instituição.

A descentralização do serviço é apontada como um dos principais benefícios para a população sul-mato-grossense, especialmente para pacientes com doença renal crônica. Com a oferta local, a necessidade de deslocamento para outros estados deve ser reduzida, diminuindo custos e o desgaste físico e emocional enfrentado por pacientes e familiares. Além disso, o acompanhamento mais próximo tende a aumentar as chances de sucesso dos tratamentos.

De acordo com a médica nefrologista especialista em transplante renal, dra. Daniele Yamada, a chegada do serviço representa um avanço significativo. “É uma alternativa extremamente importante para os pacientes dialíticos, que convivem com uma doença crônica e buscam mais qualidade de vida. No ambulatório, avaliamos esses pacientes e realizamos a inscrição na lista de transplante. Viemos para somar e oferecer mais uma opção à população”, explica.

A habilitação de um novo serviço também fortalece o sistema estadual de transplantes. Segundo Claire Miozzo, coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET), a ampliação da rede traz benefícios diretos aos pacientes. “Antes, tínhamos apenas um hospital realizando transplante renal. Agora, contamos com duas instituições habilitadas. Isso é fundamental, inclusive para melhor aproveitamento dos órgãos doados. Muitas famílias desejam que os órgãos permaneçam no Estado, mas, sem estrutura adequada, eles acabam sendo encaminhados para outras regiões”, afirma.

Para a coordenadora, o avanço representa esperança para quem aguarda na fila. “É uma grande conquista para o sistema de saúde e, principalmente, para os pacientes que esperam pelo transplante para retomar a qualidade de vida”, conclui.

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